Home

Na maioria das vezes ela chega sem bater na porta, sem pedir licença e sem perguntar se a gente quer escutar a notícia boa ou a ruim primeiro.

Você acredita que vai correr tudo bem, faz o que é preciso, se prepara, se desafia, reza (independente de qual for o Deus ou a força maior em que acredita)… Mas aí o romance desanda, você recebe retornos negativos dos processos seletivos que está participando, descobre que alguém querido não está nada bem, briga com a mãe, com o pai, com o cachorro e com o próximo que aparecer e dá tudo errado!

De vez em quando ela chega chegando, quase fazendo bullying! Não tem jeito: não há parente, amigo, meditação ou bar que tire a tristeza do nosso coração. Na hora, por alguns dias ou até por alguns meses a gente fica pensando, pensando, pensando… Tenta entender o porquê, lamenta, sente raiva, chora… Até que o tempo passa e, quando a gente pára de se perguntar os motivos daqueles fatos terem acontecido, eles aparecem bem na nossa frente.

A nossa primeira reação diante de uma decepção é achar que o que estamos vivendo é muito pior do que aquilo realmente é. Mas calma! Chega a hora em que as coisas fazem sentido e fica tudo bem. Ao contrário do que pensamos, isso não acontece porque o tempo é que ajuda a curar as feridas, mas sim porque temos um “sistema imunológico psicológico”, que permite que sejamos felizes mesmo quando as coisas não saem como planejamos. Por mais difícil que seja enfrentar a tristeza, sempre vamos buscar algo positivo nela.

Essa é a teoria do psicólogo e especialista em felicidade Dan Gilbert. Para ele, a felicidade sintética – aquela em que não conseguimos o que queremos e estabelecemos diversos motivos para nos confortar – tem o mesmo efeito da felicidade real – aquela que sentimos quando atingimos um objetivo ou conseguimos o que queríamos inicialmente.

E aí eu te pergunto: De que adianta ficar mal, distribuir palavras e sentimentos negativos, fechar a cara, sentir raiva ou sofrer mais do que o necessário? Em alguns momentos, a gente precisa deixar os sentimentos aflorarem, se abrir e conversar com alguém, mas tornar esse processo menos negativo pode facilitar, tanto para você como para os outros.

Para a tristeza não tomar conta é preciso percebê-la, descobrir os impactos que ela está trazendo para você e pensar de que maneiras a sua felicidade sintética pode te confortar a ponto de te satisfazer tão bem quanto a felicidade real.

Abra o seu coração e deixe o lado bom das coisas entrar 😉

Inspire-se com o TED do Dan – vale mesmo “perder” 20 minutinhos para descobrir o valor da felicidade sintética:

Obs: Este texto foi postado por mim no dia 14 de agosto de 2014 no site Uma boa dose.
Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s