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Quando estamos nos preparando para uma viagem, transbordamos de alegria e positividade. Seja para perto ou para longe, a preparação de um passeio é algo extremamente prazeroso: contamos empolgados para os nossos amigos sobre a aventura, arrumamos mentalmente a mala pensando no que não pode faltar, olhamos como vai estar o clima, separamos aquilo que mais gostamos para levar conosco, pesquisamos algumas dicas na internet e conversamos com pessoas que já passaram pelo local (queremos saber os lugares legais para ir).

Durante a viagem, somos tomados por uma alegria espontânea, o sorriso aparece facilmente em nosso rosto e queremos aproveitar cada minuto. Se acontece algum perrengue, são poucos os minutos de frustração. Também temos uma habilidade incrível para fazer novas amizades, às vezes no aeroporto ou na rodoviária já nos tornamos praticamente íntimos de alguém. Outra coisa interessante é o fato de experimentarmos coisas novas. Comidas e bebidas típicas, principalmente de vendedores ambulantes, são sucesso absoluto para um viajante.

Lembro de um passeio que fiz quando estava morando em Bogotá, na Colômbia. Fui para Villa de Leyva, uma cidade com uma população de aproximadamente 9.600 pessoas. Aparentemente não havia nada de extraordinário no lugar, mas era uma cidadezinha histórica e todos os colombianos diziam que eu tinha que ir pra lá. Conversei com alguns amigos e fomos!

Quando chegamos à cidade, decidimos caminhar e, depois de 1 hora, já havíamos conhecido tudo. E aí ficamos pensando no que devíamos fazer. Uma loja indicava um passeio radical com buggy e rapel e, sem pensar duas vezes, entramos e compramos o pacote para todos! A verdade é que foi uma grande furada, mas nos sujamos tanto que a barriga doía de tanto rir. De noite, decidimos andar de chiva (transporte típico) pelo “deserto”. Lá fomos nós, acenando para os moradores da cidade até chegar a um terreno no meio de uma estrada. Cantamos, dançamos e conversamos em volta da fogueira com o músico/cantor/motorista da chiva, sua esposa e o seu ajudante. Em determinado momento um amigo falou: “Gente, estamos no meio no nada, com pessoas que não conhecemos, passando frio… E se acontecer alguma coisa? Se nos sequestrarem ou nos largarem aqui?” Mas ninguém deu ouvidos, até ele já estava rindo daquele comentário. Não havia medos, resistências ou frustrações, só a vontade de aproveitar o momento e sentir-se feliz.

praça Villa de Leyva

A simpática praça principal de Villa de Leyva.

sucesso no rapel

A felicidade transbordando depois de concluir o rapel.

No meio do nada e feliz, feliz!

No meio do nada e feliz, feliz!

Acredito que todo mundo poderia ter o espírito viajante no dia a dia. Sei que o trabalho e os estresses muitas vezes nos consomem, mas já pensou em como a sua vida poderia ser mais leve se você tivesse a mesma esperança, brilho nos olhos e, principalmente, a vontade de viver de quando faz uma viagem? Se a cada ano você tiver que esperar as férias para sentir a liberdade e estar aberto ao novo, qual seria o sentido dos 335 dias restantes? Aceitar oportunidades espontaneamente, expandir os horizontes e superar alguns medos todos os dias pode ser extremamente enriquecedor.

A Maria Thereza, que já mostramos aqui, definiu muito bem o espírito de viajante em seu blog, chamando-o carinhosamente de travel monster:

“O travel monster por si só não ultrapassa a sua zona de conforto, o que ele faz é incentivar você a expandi-la, de forma que cada vez mais atitudes e comportamentos que antes pareciam inimagináveis passem a parecer algo que você fez a sua vida toda. Mas ao contrário do que o nome indica, você não precisa sair do seu país, nem mesmo da sua cidade pra deixar seu travel monster crescer feliz e saudável. O travel monster vai muito além de uma viagem geográfica propriamente dita. Ele se faz presente nos pequenos atos de desafio à rotina e aos seus padrões autoimpostos. Ele está lá quando você ultrapassa seus limites mais básicos ou enfrenta seus medos mais profundos.”

Finalizo com um convite: Vamos ser mais travel monsters?

Brian pedindo carona

Foto: Brian Baldrati – World Sweet Home

Obs: Este texto foi postado por mim no dia 03 de julho de 2014 no site Uma boa dose, mas acrescentei alguns fatos e fotos por aqui 😀

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Um pensamento em “O espírito viajante

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