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Você levaria os seus projetos paralelos mais a sério se você descobrisse que alguém pagaria dezenas de milhares por ele?

Projetos paralelos são muito mais do que simples hobbies, eles são indicadores do que você é capaz de construir. Em tempos em que tantas pessoas falam e poucas fazem, projetos paralelos podem ser o que irá diferenciá-lo dos demais.

Mais importante ainda, projetos paralelos não são criativamente sufocados pelos trabalhos comuns ou pelos projetos relacionados a seu trabalho. Você pode explorar qualquer uma das suas curiosidades! Esta liberdade é o elixir por trás da eficácia de um projeto paralelo.

As empresas que se aproveitaram do poder dos projetos paralelos tiveram esta ideia para pagar maiores dividendos. Um exemplo famoso é o Google, que permitiu que os seus funcionários gastassem 20% do seu tempo na empresa em algo diferente, divertido e que eles fossem apaixonados. Foi através desses 20% que alguns dos produtos mais importantes do Google surgiram, como Gmail, Google News e AdSense.

Garrett Camp, StumbleUpon e Uber

A rede social StumbleUpon tem mais de 30 milhões de usuários e 100 mil anunciantes. Ela foi adquirida pelo eBay por 75 milhões de dólares. Esta rede social gigantesca começou com Garrett e alguns de seus colegas da Universidade de Calgary (Canadá) em 2001 como uma extensão do Firefox.

Mais tarde, enquanto ele foi CEO da StumbleUpon, Garrett teve uma outra ideia e se sentiu obrigado a desenvolvê-la como um projeto paralelo. Garrett trouxe a ideia de resolver o problema dos táxis em São Francisco – Califórnia, através da introdução de um serviço de agendamento de limusines. Isso aconteceu enquanto ele e o seu sócio estavam em uma conferencia em Paris no final de 2008.

Em março de 2009, Garrett começou a trabalhar fortemente no projeto, tentando descobrir como seria o aplicativo para o iPhone. Na época, o protótipo estava tomando forma, mas ainda era um projeto paralelo. Hoje, a Uber tem 300 funcionários, arrecadou 200 milhões de dólares em uma rodada de financiamento organizada pelo Google, e foi avaliada em 3,5 bilhões de dólares. Hoje ela é uma das empresas que mais crescem no mundo e não teria existido se não fosse pela curiosidade e paixão de Garrett para projetos paralelos.

Gaby Dunn e as 100 Entrevistas

Quando a escritora Gaby se formou em jornalismo no Emerson College, ela pegou um trabalho como freelancer que não estava relacionado à sua paixão. Frustrada, ela foi para casa, conversou com a sua família sobre a falta de oportunidades nos jornais e se queixou: “Eu poderia pensar em 100 histórias que teria escrito para eles se eles tivessem me deixado”.

Depois de ouvir a sugestão de seu pai para escrever essas histórias, Gaby criou e publicou a sua própria coluna, intitulada “100 Entrevistas (100 Interviews)”. Usando o tumblr 100 Entrevistas como portfólio, Gaby conseguiu uma série de trabalhos como freelancer, muito mais relacionados com o jornalismo que gostava de fazer, inclusive uma matéria para o New York Times.

O 100 Entrevistas não era um conceito inédito, porém, era um projeto paralelo notável que deslanchou inúmeras oportunidades para a Gaby que antes estavam indisponíveis. Além disso, ela adquiriu experiências e lembranças incríveis para toda a sua vida.

“Projetos paralelos são ótimos porque eles o mantém pensando e agindo de maneira criativa quando você ainda não está no lugar em que gostaria em sua carreira. Eu sempre digo que se você está chateado porque não está fazendo alguma coisa, talvez seja porque as pessoas não sabem que você faz tal coisa. Então faça isso de graça e depois as pessoas vão querer que você faça isso para elas, por dinheiro.” – Gaby Dunn

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“O trabalho que você faz enquanto você procrastina é provavelmente o trabalho que você deveria estar fazendo para o resto de sua vida.” – Jessica Hische

Considerações finais

É gratificante financeiramente, pode abrir portas para a sua carreira e é o terreno mais seguro para que você possa experimentar outras possibilidades.

Um exemplo final: Kevin Systrom estava trabalhando com marketing na Nextstop. Systrom, sem conhecimento em ciências da computação, passava as noites e finais de semana trabalhando em projetos paralelos para aprender a codificar. Eventualmente, ele teve a ideia de um produto chamado Burbn. Embora o protótipo inicial não tenha decolado, os usuários amavam os recursos de compartilhamento de fotos do produto. Sustrom e seu co-fundador transformariam esse recurso em um novo aplicativo, chamado Instagram.

O Instagram foi adquirido pelo Facebook em setembro de 2012 por 1 bilhão de dólares e, de acordo com o The Next Web, hoje tem mais de 150 milhões de usuários.

Comece alguma coisa. Os projetos paralelos podem mudar a sua vida.

Obs.: Se você precisa de um empurrãozinho pra tirar suas ideias do papel e construir projetos com significado e retorno, participe do nosso próximo workshop. Saiba mais aqui.

Este post é uma tradução do projeto Start Something. Para ler o texto original clique aqui.

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2 pensamentos em “Começe algo: O poder dos projetos paralelos

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