Home

Há algumas semanas vimos no blog Administradores um texto muito interessante do Leonardo Silveira sobre liderança. O Léo passou por um bocado de experiências ao longo de seus vinte e poucos anos e, com todos os seus aprendizados, pretende alcançar um grande propósito.

Convidamos o Léo a compartilhar o seu texto e também um pouco da sua história conosco. Uma boa leitura 🙂

Leonardo Silveira

“Há um estágio na vida onde as pessoas consideram permissível ser egoísta e se gabar em público sobre suas próprias conquistas. Que grande eufemismo para auto-bajulação a língua inglesa desenvolveu! Autobiografia, eles escolhem por chamá-la, onde os erros de outros são frequentemente expostos para destacar as conquistas do autor. Eu duvido que um dia eu sente para falar de meu passado. Eu não possuo nem as conquistas das quais eu poderia me gabar nem a habilidade para tal. Se eu viver embriagado a cada dia de minha vida, eu ainda assim não teria coragem para tentar. Eu às vezes acredito que através da minha história a Criação queria dar ao mundo o exemplo de um homem medíocre no próprio significado da palavra.

Este trecho foi retirado do livro “Conversas comigo mesmo” de um dos líderes mais inspiradores da história, Nelson Mandela, já aos 53 anos de idade. Essa frase ficou na minha memória viva como um símbolo que representa algo que aprendi alguns anos antes com o que considero o melhor feedback da minha vida e que esclareceu a dúvida que mais tinha medo: era possível desenvolver meu potencial de liderança?

Meu nome é Leonardo Silveira, tenho 25 anos e a meta de impactar positivamente um bilhão de pessoas através da minha existência. Sou natural de Juiz de Fora, Minas Gerais, tenho a intenção de formar meu próprio modelo educacional no Brasil nas próximas décadas e procuro pessoas que também pensem em modelos alternativos de moldar líderes, mais empíricos, baseado em meritocracia de valores e comportamentos e que respeitem as diferentes maneiras de aprendizado do indivíduo.

Sou formado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora no ano de 2010, já visitei 30 países sob os mais diferentes intuitos: representando jovens líderes do Brasil, como facilitador, mestre de cerimônias, curioso e interessado em imersões culturais. Fui voluntário durante quase 6 anos pela AIESEC, organização de desenvolvimento de liderança jovem, chegando ao posto de Presidente da AIESEC no Brasil, quando liderava 5 mil pessoas ao redor do país.
O Léo representando o Brasil em um congresso de liderança jovem no exterior.

O Léo representando o Brasil em um congresso de liderança jovem no exterior.

Já palestrei para a Uniglobo e em diversos congressos de profissionais de RH discursando principalmente sobre gerações Y e Z e sua relação com mercado de trabalho. Hoje, sou diretor de uma escola internacional para crianças em Phnom Penh, capital do Camboja, articulista do Portal Administradores, escritor e Pós-graduando em Filosofia pela Faculdade Estácio de Sá. Mas nada dessa história teria sido construída sem o que escutei abaixo.
Leonardo Silveira

Léo com o staff da escola em que trabalha, no Camboja.

O contexto era de um jovem parcialmente insatisfeito com sua faculdade, em dúvida quanto a seu futuro, e que encontrou num trabalho voluntário a possibilidade de ascensão rápida a cargos de liderança e gestão de equipes. Após uma série de condutas pouco compatíveis com liderança de alta performance, recebeu uma nova chance de ocupar um dos cargos de diretoria.

Estava prestes a embarcar para os Estados Unidos para uma experiência de intercâmbio. E uma das principais características deste jovem era uma deferência muito grande à autoridade e hierarquia. Especialmente pela dificuldade em encontrar seu próprio propósito, valorizava a clareza e visão de pessoas.

Para entender o contexto da existência do propósito, desde o início dos estudos da filosofia, Aristóteles foi um dos primeiros a abordar a existência de um propósito. O que foi chamado de “Lei Natural”. Cada elemento do universo é bom ou ruim, segundo a teoria do grego, de acordo com atingir ou não seu propósito. Exemplo, uma faca é boa se serve a seu propósito de cortar. Uma faca, porém, não pode ser comparada a um ser humano, pelo fato de que não é dotada de racionalidade e escolhas. Portanto, uma faca não pode ser culpada por uma assassinato pelo fato que serviu ao seu propósito, e quem foi a força que deturpou este propósito foi o homem. Portanto, o que faria um homem bom ou não de acordo com as leis naturais?

Vídeo: Ao longo de vinte anos, Napoleon Hill estudou a vida de mais de 16 mil pessoas. Durante esse tempo, organizou e analisou cuidadosamente um grande número de dados sobre elas. E uma das constatações mais contundentes foi a de que 95% das que obtiveram desempenho satisfatório na carreira não tinham claro o que queriam da vida. Porém 5% que alcançaram sucesso notável não apenas possuíam um propósito definido, mas também tinham uma plano para executá-lo.

A verdade é que não há resposta a esta pergunta, mas por convenção aceitamos a existência do trabalho como um papel social do homem. E, portanto, se todos tem uma função social exercida pelo trabalho, o líder é o guardião final de um objetivo, uma meta em conjunto que faz cada um expressar seu melhor propósito na equipe. Isto foi melhor explorado em outro texto, clique no link caso queira ler o artigo.

O ponto é que este jovem que escreve sempre foi inibido quanto ao próprio propósito. Costumava vangloriar as conquistas dos outros, e diminuir a importância da sua própria atuação nos resultados. Foi quando ouvi de uma pessoa à noite aquilo que não esperava mas que mudou meu rumo em liderar equipes.

Já era noite, quando fui interpelado: “Você sabe por que você nunca construirá uma mudança tão grande nem se desenvolverá quanto aqueles que você admira?”. Não, não sabia, e tinha muito medo da resposta. “Porque você os coloca num pedestal. Você cria uma admiração que os coloca acima de você, quase que os elevando a um patamar impossível de ser alcançado por um ser humano comum. E essa é a verdade: enquanto você não ver os líderes e pessoas que admira como seres humanos, que erram, tem dúvidas do seu propósito, fraquejam e tem medo, você não conseguirá liderar.”

Foi um grande choque. Não era necessário deixar de admirar para entender que aquelas pessoas também se desenvolveram. Não era necessário deixar de reconhecer grandes talentos e aptidões naturais para perceber que também houve muita determinação e treinamento para torná-los especiais. Não era necessário perder a humildade para perceber que você também pode se tornar um deles.

A partir dali, deferência e admiração são um convite a me aproximar das pessoas, saber mais, e não um certificado de superioridade que as torna distante de mim. Talvez o seu propósito não esteja claro, você tenha dificuldades em encontrar a confiança e ache que as pessoas ao seu redor são inalcançáveis. Mas não se esqueça disso:  enquanto você negar a existência do seu potencial ou diminuí-lo, mais difícil será você construir seu legado em qualquer função social.

Foi o mesmo Aristóteles do início do texto que declarou: “As pessoas são o que repetidamente fazem; excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito”. E de uma maneira fundamental, nem a pessoa mais talentosa na sua área será a melhor se não criar hábitos e agir de acordo com seu propósito.

Essa é minha história até o momento. Estou fundando minha própria associação no Brasil para apoiar jovens a encontrarem seu propósito, escrevendo mais livros sobre o tema e estudando o coração da felicidade humana na Filosofia para aplicar isso no modelo educacional que pretendo apoiar. Nenhuma história é fundada sem momentos, pessoas e propósito. E espero que essa história te influencie positivamente a encontrar a sua luta, a sua bandeira. Porque o seu propósito faz a diferença.

Se quiserem saber mais do que penso, podem ler também meu primeiro livro de crônicas, sobre liderança, viagem e felicidade aqui Tenho também no youtube uma entrevista sobre minha história, bem especial feita com minha mãe nos estúdios da TVE: clique aqui (parte 1) e aqui (parte 2). E claro, se quiserem trocar ideias, estou à disposição no email leotornel@gmail.com

Leonardo Silveira

Léo, obrigada por compartilhar este texto incrível com a gente 🙂 Desejamos muito sucesso para você em seus projetos em tudo o que fizer!

Anúncios

Um pensamento em “O melhor feedback que já recebi

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s