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Quando eu e o Gustavo nos conhecemos, havíamos passado por algumas experiências bastante diversas: universidades diferentes, intercâmbios culturais e profissionais, estágios em empresas de segmentos variados e voluntariado na AIESEC. Em cada uma delas tivemos atividades incríveis, outras tediosas, lidamos com diferentes perfis de pessoas, enfrentamos desafios, planejamos, testamos, erramos, acertamos, fomos felizes muitas vezes, mas também nos frustramos. Naquele momento não fazíamos ideia do quanto estas experiências seriam importantes para as nossas escolhas futuras.

Alguns anos depois, construindo o conteúdo do workshop “20 e poucos, 20 e tantos”, percebemos que por melhor ou pior que tenha sido uma experiência, todas foram importantes. Cada oportunidade nos mostrou o que gostamos ou não de fazer, o que desperta nosso interesse e o que não faz a menor diferença, o que nos inspira, desmotiva, traz insatisfação ou nos deixa feliz. Estas percepções facilitaram imensamente nossas escolhas e consequentemente trouxeram mais significado para as nossas vidas.

O número de oportunidades que aparece na vida de cada um varia de pessoa para pessoa. O tamanho dos obstáculos, também. Independente disso, o que acaba fazendo uma grande diferença é a atitude de um indivíduo diante da sua realidade. Por exemplo: sabemos que muitos daqueles que têm acesso a inúmeras oportunidades parecem não aproveitá-las como deveriam. Também sabemos que muitos encontram a sua zona de conforto logo nas primeiras experiências que vivem e de lá não querem sair mais, seja por medo do desconhecido ou pela preguiça de mudar e abraçar o novo.

É neste cenário que apresentamos a história da Paola Gulin. A Paola tem 20 e poucos anos e há algum tempo vem aproveitando intensamente as oportunidades que surgem e para testar caminhos diferentes.

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Quando cursava administração de empresas, a Paola não fazia ideia de que negócios sociais existiam.  Isto até ela fazer um intercâmbio acadêmico e ter que ler para uma das matérias do curso o livro do Muhammad Yunus. A teoria sobre os negócios sociais parecia muito interessante, mas era algo distante da sua realidade, que não fazia muito sentido naquele momento. Quando ela retornou ao Brasil, começou a estagiar na área de marketing de uma grande empresa e gostava bastante de seu trabalho. Depois da formatura em 2011, ela foi efetivada, mas queria chegar ainda mais longe. As multinacionais eram o sonho de consumo de todos os colegas e, por isso, a Paola começou a se dedicar aos Programas de Trainees.

Ela participou de muitos testes, passou por diferentes etapas e, mesmo depois de todos os esforços, não foi aprovada em nenhuma empresa. A frustração chegou junto com a reflexão sobre a sua vida, suas escolhas e seu verdadeiro papel pessoal e profissional. Foi então que começou a ficar atenta às oportunidades.

Foi neste contexto de transformação que ela conheceu o projeto Dream IN, patrocinado pela empresa na qual trabalhava. O projeto, que tem como objetivo realizar sonhos coletivos através do empreendedorismo, despertou a sua atenção desde o início, principalmente pelo propósito do trabalho. Em agosto de 2012, ela foi a um evento do Dream IN em São Paulo, em que teve a oportunidade de conhecer alguns indianos que trabalhavam no projeto.

Dream tree – a árvore dos sonhos no escritório do Dream In na Índia

Um mês depois, a Paola largou o seu trabalho no Brasil e embarcou para a Índia para trabalhar no escritório do Dream IN. Naquele momento surgia um de seus projetos, o blog Terceiro Olho – Novos olhares sobre as mesmas coisas.

Paola com seus pais em um tuk tuk. Sua família é uma grande inspiração.

Nas primeiras semanas de trabalho veio o choque, além dos costumes e da cultura, as atividades não eram tudo aquilo que imaginava. Com tanta diferença de comportamento e pensamento, havia dificuldade para realizar o trabalho da sua maneira e pouca abertura para ideias e sugestões. Porém, certa de que tinha muito a aprender, ela continuou em sua jornada e passou por momentos inesquecíveis, conheceu pessoas muito especiais e conseguiu realizar um excelente trabalho. Depois desta experiência, aproveitou para viajar para a Indonésia e Tailândia, que permitiram que ela se conhecesse ainda mais. A partir daquele momento, a Paola teve clareza de que gostaria de trabalhar com negócios sociais.

Quando voltou, começou a se envolver bastante com o pouco explorado setor “dois e meio”. Aplicou-se para algumas vagas, mobilizou contatos e até ajudou na organização de palestras para a vinda do Yunus em São Paulo. 

Uma das paixões da Paola é escrever. Além disso, ela adora ler e viajar.

Como estava com bastante tempo livre, ela decidiu fazer um curso online de Human Centered Design – Design Centrado no Ser Humano com mais alguns amigos para aprender mais sobre a metodologia. No curso, eles criaram um negócio interessante de troca de livros. A ideia veio dos albergues em que a Paola frequentou durante suas viagens pela Ásia, cada um deles tinha uma estante onde as pessoas poderiam emprestar livros livremente, e poderiam também deixá-los com uma dedicatória.

O projeto ficou tão bacana que a Paola decidiu continuá-lo com uma de suas amigas, foi aí que surgiu o Circulê, uma rede de troca de livros marcantes, que está funcionando em diversos estabelecimentos de Curitiba.*

*Mais detalhes também na Fan Page do Facebook.

Paola com a sua sócia Maria Augusta na Inauguração do Circulê Kids no restaurante Bistrozinho.

A Paola e a Guta dando uma entrevista sobre o Circulê para a OTV no Rause Café, um dos pontos de troca de livros.

Além de seus dois projetos pessoais, a Paola também conseguiu um emprego na área de marketing de uma multinacional, onde trabalha durante a maior parte de seu tempo. No emprego, ela tem liberdade para expor as suas ideias e busca inovar sempre que possível. Uma das maiores dificuldades nisto tudo é conciliar os trabalhos tão diferentes: é preciso muita organização, paciência e sacrifícios diários, mas a satisfação pessoal e o reconhecimento valem todo o esforço.

Paola com as colegas de trabalho e uma de suas ideias, a árvore de Natal sustentável, feita com cartuchos que seriam descartados. Os esses papéis são desejos das mais de 100 pessoas do departamento em que trabalha.

A Paola é movida por experiências, pelo diferente e pelo novo. Na maioria das vezes, ela correu atrás do que queria e criou as suas oportunidades de aprendizado, buscou e aceitou os desafios que lhe foram propostos. Todas as experiências tinham riscos envolvidos, medos e inseguranças, mas também a possibilidade de testar, aprender e encontrar uma nova paixão.

A Paola tirou esta foto em Santa Teresa – RJ. Para ela, representa o amor por sua família, amigos e outros professores da vida. Sem eles nada seria possível!

No curto prazo, a Paola pretende continuar com os seus projetos. Para o futuro, ela pensa em fazer um mestrado para poder dar aula em universidades. Além disso, ela quer ter um negócio com alto impacto social.

E você, o que te move? O que te impede de testar, correr atrás das oportunidades e viver novas experiências?

Diversidade na Ìndia

Paola, adoramos conhecer um pouco mais sobre as suas experiências. Desejamos que a sua jornada continue repleta de boas oportunidades e aventuras! Todo o sucesso para você e para seus projetos 🙂

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2 pensamentos em “Paola Gulin

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